domingo, 1 de maio de 2022

As aparições de Nossa Senhora na Ucrânia 💙💛

(Foto de Peter Koutun)

Sabe-se que a Nossa Senhora apareceu duas vezes na Ucrânia. E apesar dessas aparições não terem sido "validadas" pela Igreja Católica são dignas de credibilidade pelo simples facto das profecias que a Nossa Senhora mencionou na primeira aparição se terem concretizado todas.

A primeira aparição aconteceu em 1914 e a segunda em 1987, na cidade de Hrushiv.

No dia 12 de Maio de 1914, pouco tempo antes de começar a Primeira Guerra Mundial, a Nossa Senhora apareceu a 22 pessoas que trabalhavam nos campos junto à Igreja da Santíssima Trindade de Hrushiv.

Nesta primeira aparição a Nossa Senhora deixou a seguinte mensagem: "Haverá uma guerra. A Rússia tornar-se-á um país sem Deus. A Ucrânia, como nação, sofrerá terrivelmente durante oitenta anos e terá que viver guerras mundiais, mas depois será livre." 

A Ucrânia sofreu durante 80 anos nas mãos do KGB e conseguiu a independência no dia 24 de Agosto de 1991.

A segunda aparição ocorreu em 1987 a Maria Kyrin, de 12 anos de idade, também na cidade de Hrushiv mas foi vista por muita gente, visto que a Nossa Senhora também foi vista por quem se dirigiu ao local em peregrinação ou por curiosidade.

Como a profecia de 1914 foi cumprida, o padre norte-americano Mark Goring, explicou que a Igreja Católica deveria ter em conta as aparições de 1987.

A Nossa Senhora apareceu no dia 27 de Abril de 1987, um ano depois do desastre de Chernobyl. Aproximadamente 500 mil pessoas testemunharam essas aparições, incluindo soldados do KGB!

Em 1987, a Nossa Senhora levou à Ucrânia as seguintes mensagens: 

"Vim de propósito agradecer ao povo ucraniano porque foi o que mais sofreu pela Igreja de Cristo nos últimos 70 anos. Vim consolar-vos e dizer-vos que o vosso sofrimento em breve chegará ao fim. A Ucrânia será um estado independente." 

"Não se esqueçam dos que morreram no desastre de Chernobyl. Chernobyl é um lembrete e um sinal para o mundo inteiro."

"Perdoem os vossos inimigos. Através de vós e do sangue dos mártires virá a conversão da Rússia. Arrependam-se e amem-se uns aos outros. Estão a chegar os tempos conhecidos como o 'Fim dos Tempos'.

"Olhem para a desolação que toma conta do mundo...o pecado, a preguiça, o genocídio. Rezem pela Rússia. A opressão e as guerras continuam a ocupar as mentes e os corações de muitas pessoas. A Rússia, apesar de tudo, continua a negar o meu Filho. A Rússia rejeita a vida real e continua a viver na escuridão. Se não houver retorno ao cristianismo na Rússia, haverá uma Terceira Guerra Mundial: o mundo inteiro enfrentará a ruina."

"Ensinem as crianças a rezar. Ensinem as crianças a viver na Verdade e também viverão na Verdade. Rezem o Rosário. É a arma contra satanás. Ele tem medo do Rosário. Rezem o Rosário em qualquer reunião de pessoas."

Neste mês de Maio, neste mês de Maria, devemos agarrar-nos ao Rosário como única arma contra a guerra!

(Texto adaptado: Church Pop)

 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Acto de Consagração ao Imaculado Coração de Maria da Rússia e da Ucrânia (Papa Francisco, 25 Março 2022)

(Santuário de Nossa Senhora de Fátima/Foto de Cristina Lima)

Texto do Acto de Consagração ao Imaculado Coração de Maria (Papa Francisco, 25 Março 2022)

Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, recorremos a Vós nesta hora de tribulação. Vós sois Mãe, amais-nos e conheceis-nos: de quanto temos no coração, nada Vos é oculto. Mãe de misericórdia, muitas vezes experimentamos a vossa ternura providente, a vossa presença que faz voltar a paz, porque sempre nos guiais para Jesus, Príncipe da paz.

Mas perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum. Dilaceramos com a guerra o jardim da Terra, ferimos com o pecado o coração do nosso Pai, que nos quer irmãos e irmãs. Tornamo-nos indiferentes a todos e a tudo, exceto a nós mesmos. E, com vergonha, dizemos: perdoai-nos, Senhor!

Na miséria do pecado, das nossas fadigas e fragilidades, no mistério de iniquidade do mal e da guerra, Vós, Mãe Santa, lembrai-nos que Deus não nos abandona, mas continua a olhar-nos com amor, desejoso de nos perdoar e levantar novamente. Foi Ele que Vos deu a nós e colocou no vosso Imaculado Coração um refúgio para a Igreja e para a humanidade. Por bondade divina, estais connosco e conduzis-nos com ternura mesmo nos transes mais apertados da história.

Por isso recorremos a Vós, batemos à porta do vosso Coração, nós os vossos queridos filhos que não Vos cansais de visitar em todo o tempo e convidar à conversão. Nesta hora escura, vinde socorrer-nos e consolar-nos. Repeti a cada um de nós: «Não estou porventura aqui Eu, que sou tua mãe?» Vós sabeis como desfazer os emaranhados do nosso coração e desatar os nós do nosso tempo. Repomos a nossa confiança em Vós. Temos a certeza de que Vós, especialmente no momento da prova, não desprezais as nossas súplicas e vindes em nosso auxílio.

Assim fizestes em Caná da Galileia, quando apressastes a hora da intervenção de Jesus e introduzistes no mundo o seu primeiro sinal. Quando a festa se mudara em tristeza, dissestes-Lhe: «Não têm vinho!» (Jo 2, 3). Ó Mãe, repeti-o mais uma vez a Deus, porque hoje esgotamos o vinho da esperança, desvaneceu-se a alegria, diluiu-se a fraternidade. Perdemos a humanidade, malbaratamos a paz. Tornamo-nos capazes de toda a violência e destruição. Temos necessidade urgente da vossa intervenção materna.

Por isso acolhei, ó Mãe, esta nossa súplica:

Vós, estrela do mar, não nos deixeis naufragar na tempestade da guerra;

Vós, arca da nova aliança, inspirai projetos e caminhos de reconciliação;

Vós, «terra do Céu», trazei de volta ao mundo a concórdia de Deus;

Apagai o ódio, acalmai a vingança, ensinai-nos o perdão;

Libertai-nos da guerra, preservai o mundo da ameaça nuclear;

Rainha do Rosário, despertai em nós a necessidade de rezar e amar;

Rainha da família humana, mostrai aos povos o caminho da fraternidade;

Rainha da paz, alcançai a paz para o mundo.

O vosso pranto, ó Mãe, comova os nossos corações endurecidos. As lágrimas, que por nós derramastes, façam reflorescer este vale que o nosso ódio secou. E, enquanto o rumor das armas não se cala, que a vossa oração nos predisponha para a paz. As vossas mãos maternas acariciem quantos sofrem e fogem sob o peso das bombas. O vosso abraço materno console quantos são obrigados a deixar as suas casas e o seu país. Que o vosso doloroso Coração nos mova à compaixão e estimule a abrir as portas e cuidar da humanidade ferida e descartada.

Santa Mãe de Deus, enquanto estáveis ao pé da cruz, Jesus, ao ver o discípulo junto de Vós, disse-Vos: «Eis o teu filho!» (Jo 19, 26). Assim Vos confiou cada um de nós. Depois disse ao discípulo, a cada um de nós: «Eis a tua mãe!» (19, 27). Mãe, agora queremos acolher-Vos na nossa vida e na nossa história. Nesta hora, a humanidade, exausta e transtornada, está ao pé da cruz convosco. E tem necessidade de se confiar a Vós, de se consagrar a Cristo por vosso intermédio. O povo ucraniano e o povo russo, que Vos veneram com amor, recorrem a Vós, enquanto o vosso Coração palpita por eles e por todos os povos ceifados pela guerra, a fome, a injustiça e a miséria.

Por isso nós, ó Mãe de Deus e nossa, solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz. Assim a Vós consagramos o futuro da família humana inteira, as necessidades e os anseios dos povos, as angústias e as esperanças do mundo.

Por vosso intermédio, derrame-se sobre a Terra a Misericórdia divina e o doce palpitar da paz volte a marcar as nossas jornadas. Mulher do sim, sobre Quem desceu o Espírito Santo, trazei de volta ao nosso meio a harmonia de Deus. Dessedentai a aridez do nosso coração, Vós que «sois fonte viva de esperança». Tecestes a humanidade para Jesus, fazei de nós artesãos de comunhão. Caminhastes pelas nossas estradas, guiai-nos pelas sendas da paz.

Amen.


 

sábado, 9 de outubro de 2021

O que devemos fazer quando os abusos litúrgicos são grandes? J.R.R. Tolkien responde...

(J.R.R. Tolkien)

"A única cura para o alquebramento da fé débil é a Comunhão. Apesar de sempre em Si próprio perfeito e complexo e inviolável, o Sagrado Sacramento não opera completamente e de uma vez por todas em qualquer um de nós. Como o Acto de Fé, ele deve ser contínuo e cultivado pelo exercício. A frequência é o maior efeito. Sete vezes por semana é mais acalentador do que sete vezes a intervalos. 
Recomendo também isto como exercício (infelizmente muito fácil de se encontrar oportunidade para tal): faça a sua comunhão em circunstâncias que afrontem o seu gosto. Escolha aquele padre fanho ou gago ou um frade orgulhoso e vulgar; e uma igreja repleta da usual multidão burguesa, com crianças malcomportadas - daquelas que gritam aqueles produtos de escolas católicas que no momento em que o tabernáculo é aberto recostam e bocejam...
Vá à Comunhão com eles (e reze por eles). Será exactamente (ou melhor) como uma missa conduzida por um homem visivelmente santo e partilhada por algumas pessoas devotas e decorosas. (Não poderia ser pior do que a confusão da alimentação dos cinco mil homens - após a qual Nosso Senhor propôs a alimentação que estava por vir (a Santa Eucaristia).

(...) Porém, apaixonei-me pelo Santíssimo Sacramento desde o inicio - e pela misericórdia de Deus - Nunca deixei de amà-Lo."

Trecho da carta para o seu filho Michael Tolkien, 1 de Novembro de 1963.


 

domingo, 29 de agosto de 2021

A visão do Venerável João Batista Reus :)


A descrição foi retirada das revelações privadas do Venerável padre João Batista Reus, que dava o nome à Santa Missa de 'Festa no Céu'.

O padre João Batista Reus foi um padre jesuíta nascido na Alemanha em 1868. Como parte da sua missão, foi enviado para o Brasil em 1900, onde faleceu em 1947. Neste momento, é Servo de Deus/Venerável, pois tem o processo de beatificação em andamento.

Sabe-se que ele recebeu a graça de estigmas invisíveis, graças místicas extraordinárias, inúmeras visões e êxtases. 

Eis aqui a visão da Santa Missa do Venerável João Batista Reus: 


"A Nossa Senhora convida todos no Paraíso a participarem na Santa Missa. Todos os anjos e santos a seguem numa bela procissão até ao altar. Os santos formam um semicírculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham ao altar. Chegando lá, os anjos ficam atrás dos santos.

Outra multidão de anjos aproxima-se da igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demónios durante a Santa Missa, em louvor à Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Santíssima Virgem está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde são servidos água e vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava-lhe as mãos. Entra a Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o santo a quem é dedicado aquele dia."

As almas do Purgatório e a Santa Missa

"No momento sublime da Consagração, quando essas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e de se lançarem nos Seus braços, mas não podem, porque ainda não estão purificadas."

"Depois da Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já se purificaram. 
A Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: "Minha filha, podes subir."

Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Imediatamente, essas almas, resplandecentes de beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são triunfantemente recebidas no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais."

Como diria São João Maria Vianney: "Se conhecêssemos o valor da Santa Missa, morreríamos de alegria."

Texto de Church Pop


 

domingo, 27 de junho de 2021

A linda oração que J.R.R. Tolkien escreveu para a Nossa Senhora


Fica aqui a linda oração escrita por J.R.R. Tolkien, autor do Senhor dos Anéis, dedicado a Maria, Mãe de Jesus. Em primeiro exponho aqui a versão original, em inglês e depois a tradução.

Versão Original em inglês

Grim was the world and grey last night:
The moon and stars were fled,
The hall was dark without song or light,
The flies were fallen dead.

The wind in the trees was like to the sea,
And over the mountains' teeth
It whistled bitter-cold and free,
As a sword leapt from its sheath.

The lord of snows upreared His head;
His mantle long and pale
Upon the bitter blast was spread
And hung o'er hill and dale.

The world was blind, the boughs were bent,
All ways and paths were wild:
Then the veil of cloud apart was rent,
And here was born a Child.

The ancient dome of heaven sheer
Was pricked with distant light; 
A star come shining white and clear
Alone above the night.

In the dale of dark in that hour of birth
One voice on the sudden sang:
Then all the bells in Heaven and Earth
Together at midnight rang.

Mary sang in the world below: 
They heard her song arise
O'er mist and over mountain snow
To the walls of Paradise,
And the tongue of many bells was stirred
in Heaven's tower to ring
When the voice of mortal maid was heard,
That was mother of Heaven's King.

Glad is the world and fair this night
With stars about its head,
And the hall is filled with laughter and light,
And fires are burning red.

The bells of Paradise now ring
With bells of Christendom,
And Gloria, Gloria we will sing
That God on earth is come.

Versão em Português

Sombrio era o mundo e cinza na noite passada:
A lua e as estrelas fugiram,
O corredor estava escuro, sem música ou luz,
Os pirilampos morreram.

O vento nas árvores era como o mar,
E sobre os dentes das montanhas
Assobiava muito frio e livre,
Como uma espada saltou de sua bainha.

O senhor das neves ergueu a cabeça;
Seu manto longo e pálido
Após a explosão amarga se espalhou
E pendurado em colina e vale.

O mundo estava cego, os galhos estavam tortos,
Todos os caminhos e caminhos eram selvagens:
Então o véu de nuvem se rasgou,
E aqui nasceu uma Criança.

A antiga cúpula do céu puro
Foi picado com luz distante;
Uma estrela veio brilhando branca e clara
Sozinho acima da noite.

No vale da escuridão naquela hora do nascimento
Uma voz de repente cantou:
Então todos os sinos do céu e da terra
Juntos à meia-noite tocou.

Maria cantou neste mundo abaixo:
Eles ouviram a música dela surgir
Nossa névoa e sobre a neve da montanha
Para as paredes do Paraíso,
E a língua de muitos sinos foi agitada
nas torres do céu para tocar
Quando a voz da empregada mortal foi ouvida,
Aquela era a mãe do Rei do Céu.

Feliz é o mundo e justo esta noite
Com estrelas na cabeça,
E o salão está cheio de risos e luz,
E o fogo está a arder vermelho.

Os sinos do paraíso agora tocam
Com sinos da cristandade,
E Gloria, Gloria vamos cantar
Que Deus veio na terra.

 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

A inspiração do Venerável Fulton J. Sheen

(Venerável Fulton J. Sheen - Foto de Cristina Lima)

Alguns meses antes da sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen, agora Venerável, deu uma entrevista para um canal de televisão, onde lhe fizeram a seguinte pergunta: "Bispo Sheen, inspira milhares de pessoas em todo o mundo. O que é que o inspirou a ser padre? Foi algum Papa?"

Ao que o Venerável Fulton J. Sheen respondeu que a sua inspiração não foi nenhum Papa, Cardeal ou outro Bispo, e nem um sacerdote ou uma freira. Foi uma menina chinesa de 11 anos de idade.

Contou então que, quando os comunistas se apoderaram da China, prenderam um sacerdote na sua própria reitoria, junto à Igreja. O sacerdote observou, assustado, da sua janela, os comunistas a invadirem a sua igreja e dirigiram-se para lá. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, agarraram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam as hóstias consagradas.

Eram tempos dificeis e de perseguição e, por isso, o sacerdote sabia quantas hóstias havia no sacrário: trinta e duas hóstias.

Quando os comunistas se retiraram, sem que estes se apercebessem, uma menina, que estava a rezar atrás da igreja, observava tudo o que lá dentro se estava a passar. À noite, a pequenina regressou e, escapando da guarda montada da reitoria, entrou na igreja. Ali, fez uma hora de oração, um acto de amor para reparar o acto de ódio. Depois de uma hora santa de oração e adoração do Santíssimo que estava espalhado pelo chão, a menina aproximou-se do altar, ajoelhou-se, inclinou-se para a frente e com a língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. Naquele tempo, os leigos não podia receber a Eucaristia com as mãos, mas todo o acto foi uma acção de humildade e reparação.

A menina regressou à igreja noite após noite, repetindo a acção reparadora, fazendo uma hora santa e recebendo Jesus Eucarístico que se encontrava espalhado no chão, com a língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente, fez um barulho, que chamou a atenção do guarda. Este correu atrás dela, golpeou-a até a matar com a parte posterior da arma.

Este acto de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava pela janela do seu quarto convertido em cela.

Quando o Venerável Fulton Sheen teve conhecimento desta história, foi inspirado de tal forma, que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração, diante de Jesus Sacramentado, todos os dias para o resto da sua vida. E assim cumpriu a sua promessa. Se aquela menina pôde dar testemunho, com a sua vida, da real Presença de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento, então, Fulton Sheen viu-se atraído a fazer o mesmo.

O seu único desejo, desde então, passou a ser atrair o mundo ao Coração ardente de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. Amor que o Venerável Fulton J. Sheen transmitia, de forma muito intensa e clara, nos seus programas e nas suas homílias. 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Conhece estes 15 sacerdotes cientistas?

 

(Sacerdote e cientista: Nicolau Copérnico)


A Fé e a Ciência nunca foram opostos. 
A prova disso é a vida destes quinze sacerdotes católicos e as suas descobertas cientificas:

1. São Silvestre II, Papa (945-1003)

Foi o primeiro Papa francês da história. Foi, também, um grande matemático e introduziu em França o sistema decimal islâmico e o uso do zero, facilitando assim os cálculos.

2. Robert Grosseteste (1175-1253)

Sendo bispo da diocese de Lincoln em Inglaterra, foi um estudioso em quase todas as áreas de conhecimento da sua época. Também foi percursor da filosofia moderna, introduzindo o pensamento aristotélico na Universidade de Oxford.

3. Santo Alberto Magno (1193 - 1280)

Renomado sacerdote dominicano, bispo e Doutor da Igreja. Também foi filósofo, geógrafo e um químico famoso, descobriu o arsénio.

4. Roger Bacon (1214-1294)

Franciscano conhecido como Doutor Admirável. É um dos precursores do método cientifico moderno. Já no seu tempo ele dizia "a matemática é a porta e a chave de toda a ciência".

5. Jean Buridan (1300-1375)

Clérigo secular francês e precursor da mecânica de Newton através da sua noção de ímpeto que explicava o movimento de projecteis e objectos em queda livre. Essa teoria abriu caminho à dinâmica de Galileu e para o famoso princípio da inércia, de Isaac Newton.

6. Nicolau Oresme (1323-1382)

Foi teólogo e bispo de Lisieux e também um génio intelectual. Talvez seja o pensador mais original do século XIV, pela sua actividade como economista, matemático, físico, astrónomo, filósofo, psicólogo e musicólogo. Descobriu a refração atmosférica da luz. 

7. Nicolau Copérnico (1475-1543)

Este sacerdote oriundo da Polónia é o pai da astronomia moderna devido à sua teoria heliocêntrica. Também foi matemático, astrónomo, jurista, físico, político, líder militar, diplomata e economista.

8. Francesco Maria Grimaldi (1618-1663)

Sendo jesuita, construiu e usou os instrumentos para medir características geológicas na lua e desenhou um mapa que foi publicado por Giovanni Battista Riccioli. Também descobriu a disfracção da luz.

9. Giovanni Battista Riccioli (1598-1671)

Astrónomo jesuita italiano considerado como o pioneiro da astronomia lunar. Foi a primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre.

10. Athanasius Kircher (1602-1680)

Este sacerdote jesuita foi um dos cientistas mais importantes do período barroco. Era poliglota, erudito e estudioso orientalista. Usando um microscópio rudimentar, examinou doentes com peste e observou de forma pioneira os vermes, construiu um aparelho para projectar imagens, conhecido como lanterna mágica (1646) e relacionou a peste bubónica com putrefação. 

11. Beato Nicolau Steno (1638-1686)

É considerado o pai da geologia. Era um polímata, médico e anatomista dinamarquês. Aderiu ao catolicismo na vida adulta, morreu como bispo missionário. Depois da sua conversão ao catolicismo, foi ordenado padre em 1675, sendo ordenado bispo dois anos depois. Faleceu em 1686, tendo sido beatificado por São João Paulo II em 1988.

12. Ruder Boskovic (1711- 1787)

Físico, astrónomo, matemático, filósofo, poeta e sacerdote jesuíta da Republica de Ragusa (hoje Croácia). Influenciou obras de Faraday, Kelvin, Einstein, etc.

13. Gregor Mendel (1822 - 1884)

Agostiniano Austríaco, pai da genética por descobrir a origem da herança genética, através de pesquisas que conduziu com diferentes ervilhas. As chamadas "Leis de Mendel" falam da transmissão dos caracteres hereditários.

14. Georges Lemaitre (1894 - 1966)

Sacerdote belga, astrónomo e professor de física. Lemaitre propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do Universo do Big Bang, que ele chamava de "hipótese do àtomo primordial", ou também conhecido como "ovo cósmico", que posteriormente foi desenvolvida por George Gamow.

15. Manuel Carreira (1931)

Sacerdote jesuita, teólogo, filósofo e astrofisico espanhol. É membro do Observatório do Vaticano e tem trabalhado em vários projectos para NASA. É um firme defensor da compatibilidade entre a ciência e da fé.

Texto de pt.churchpop 

sábado, 24 de abril de 2021

Vivemos hoje o que a Nossa Senhora avisou em La Salette...

(Nossa Senhora de La Salette - Foto de Sanctuaire de Notre Dame de La Salette)

No dia 19 de Setembro de 1846, no sul de França, em La Salette, a Nossa Senhora apareceu a dois jovens pastores chamados Mélanie Calvat, de 15 anos, e a Maximin Giraud, de 11 anos. Nenhum deles sabia ler e escrever ou tinha qualquer instrução religiosa.

Naquela época, a França encontrava-se numa crise política que dava origem à diminuição da prática religiosa e ao aumento de conflitos, doenças e fome. Por consequência destes acontecimentos, vivia-se, também, uma onda de emigração.

Neste ambiente, em La Salette, os dois videntes diziam ter visto um globo brilhante de luz, que se abriu e que dentro dele se encontrava uma senhora que chorava sentada numa rocha.
A senhora trazia uma coroa de ouro na cabeça, um vestido de luz, sandálias decoradas com rosas e um crucifixo de ouro pendurado num fio que Ela trazia ao pescoço. A cruz que ela trazia ao pescoço tinha um par de pinças num dos braços e um martelo no outro.

Nossa Senhora dirigiu-se aos adolescentes, primeiro em francês e depois no seu dialecto.
Com uma expressão extremamente triste, falou aos videntes da descrença das pessoas, da ofensa a Deus de trabalharem ao Domingo e de blasfemarem contra Deus. Também avisou que as colheitas seriam fracas se não lhe dessem ouvidos.

A cada um dos dois jovens, a Nossa Senhora transmitiu um segredo, que o outro não ouviu. Pediu-lhes que fizessem as suas orações e orientou-os a divulgar a mensagem dela às pessoas. A Senhora de Luz desapareceu lentamente e o globo de luz foi diminuindo de tamanho até desaparecer.

Durante os dias seguintes à aparição, as crianças tiveram que contar a história várias vezes sob rigorosos interrogatórios, além de serem levadas ao local da visão muitas vezes. Numa das idas, os interrogadores partiram um pedaço da rocha onde a Nossa Senhora se tinha sentado. Naquele momento nasceu ali uma fonte, à qual até hoje foram atribuídos muitos milagres.

Isto fez com que começassem as peregrinações ao local, mesmo com a oposição das autoridades.
Apesar de terem sido interrogados muitas vezes, os dois videntes foram sempre coerentes nos relatos.
Em 1846, a região teve uma grande quebra na colheita, e em 1847, houve uma grande fome no continente europeu. Milhares de mortes foram registadas em todo o continente. Só em França foram mais de 100 mil vítimas.

Depois de quatro anos e muita investigação, o Bispo de Grenoble aprovou a devoção a Nossa Senhora de La Salette, que, em 1851, veio a ser confirmada oficialmente pelo Papa Pio IX.

Durante o resto da vida, os videntes tiveram que conviver com a controvérsia. Os seus segredos acabaram por ser publicados. O segredo que guardava Maximin era referente à perda da fé em França, do caminho da Igreja Católica para o abismo e a ascensão do anticristo. O segredo confiado a Mélanie referia-se à perda da fé em Roma e da perseguição aos cristãos.

Disse a Nossa Senhora em La Salette: 
"Os sacerdotes, ministros do Meu Filho, pela sua má vida, a sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor ao dinheiro, às honrarias e aos prazeres, tornar-se-ão cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre as suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela infidelidade e má vida crucificam novamente o Meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, por não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao Pai Eterno em favor do mundo."

Depois, a Nossa Senhora falou-lhes também da família e da sociedade e quais os males que se seguirão. Destas profecias, apenas ficam aqui escritas as que são referentes ao tempo em que vivemos: 
"Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demónio obscureceu as suas inteligências. Transformaram-se em estrelas errantes, que o velho diabo arrastará com a sua cauda para as fazer perecer. [...] Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda a parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. [...] Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar a Sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados. [...] Toda a ordem e toda a justiça serão calcados com os pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família. [...] Os governantes civis terão todos o mesmo objectivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo o principio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda a espécie de vícios. [...] Os maus estenderão toda a sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente. [...] Os justos sofrerão muito. As suas orações, a sua penitência e as suas lágrimas subirão ao Céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá a minha ajuda e intercessão."

A mensagem da Nossa Senhora de La Salette pedia o que ela reforçou mais tarde em Lourdes e Fátima: conversão, penitência e oração. O título dado a Nossa Senhora de La Salette é 'Reconciliadora dos Pecadores."

(Santuário de Nossa Senhora de La Salette - Foto de Sanctuaire de Notre Dame de La Salette)

terça-feira, 20 de abril de 2021

O dia em que a Nossa Senhora apareceu ao homem que queria matar o Papa!

(Santuário de Nossa Senhora da Revelação, Tre Fontane, Roma, Itália - Foto de @nelcuoredigesu)

No Sábado depois da Páscoa, dia 12 de Abril de 1947, o condutor de elétricos, protestante, Bruno Cornacchiola, de 34 anos estava sentado calmamente à sombra de um eucalipto a tirar apontamentos para uma conferência que daria no dia seguinte contra a Nossa Senhora.  

Bruno Cornacchiola nasceu num dos bairros mais pobres e com a pior fama da capital italiana.
Viveu em Espanha durante a Guerra Civil (1936-1939) onde fora voluntário de combate, e convencido por um militar alemão protestante, entrou para a igreja adventista, convertendo-se num inimigo feroz da Igreja Católica, da Nossa Senhora e do Papa.

Os seus filhos Gianfranco, Carlo e Isola jogavam à bola no bosque enquanto ele procurava na Bíblia protestante "provas" que confirmassem a parte da sua conferência onde iria debater os dogmas marianos. Entretanto, as crianças perdem a bola e, não a conseguindo encontrar, e pedem ajuda ao pai.
Bruno interrompe as anotações e vai ajudar os filhos. O caderno de anotações ficou no chão junto ao banco onde estava sentado.

Eram 15h30. A bola foi parar dentro de uma gruta e os meninos avançaram para a ir buscar. Dentro da gruta, a Nossa Senhora apareceu aos filhos de Bruno Cornacchiola. Precedida de um intenso cheiro a flores, aparece, também, a Bruno Cornacchiola que, até ao momento, só pensava em como descredibilizá-La.

A Virgem, com um longo e belo vestido branco, trazia uma faixa cor-de-rosa na cintura. Sobre os cabelos escuros tinha um manto verde que lhe caía até aos pés descalços.

A Santa Mãe de Deus dirigiu a palavra ao seu perseguidor e disse: "Sou aquela que está na Trindade Divina. Sou a Virgem da Revelação. Tu persegues-me. Mas agora, basta! Entra para o santo rebanho, a corte celestial da terra. Obedece à autoridade do Papa."

A Virgem, cujas mãos seguravam, junto ao peito, um livro encapado de cor cinza (a Bíblia), falou-lhe de muitas coisas, entre elas sobre a Sua Assunção ao Céu. Também indicou ao vidente como poderia encontrar dois sacerdotes que o ajudariam a reconciliar-se com Deus e com o Papa, a quem tinha intensões de assassinar com um punhal.

A Virgem tocou no coração de Bruno Cornacchiola convertendo-o e transformando-o no Seu mais fiel seguidor e instrumento de evangelização.

A Nossa Senhora também prometeu: "Nesta terra de pecado, realizarei grandes milagres para a conversão dos incrédulos." e tal como a água de Lourdes, a terra da gruta de Tre Fontane, santificada pela presença de Maria, também realiza muitos milagres até aos dias de hoje!


 

terça-feira, 6 de abril de 2021

A abissal diferença civilizacional entre a pandemia de 1918 e a de 2019


(Foto de Santuário de Fátima)

A Irmã Lúcia narra nas suas Memorias como foi a pandemia de 1918, a pneumónica ou gripe espanhola. A leitura dessa descrição mostra-nos a diferença civilizacional que existe quando vemos a reacção do mundo à pandemia de covid-19 ou vírus chinês. Comecemos pelo excerto das Memórias:

«A epidemia (pneumónica, de 1918) atingiu quase toda a gente. A mãe e minha irmã Glória andavam de casa em casa a tratar dos doentes. Um dia, o ti Marto foi avisar o meu pai de que não deixasse a mãe nem as filhas andar por casa dos doentes a tratá-los, porque era uma epidemia que contagiava e podíamos, também, nós, ficar doentes.

À noite, o pai, ao chegar a casa, proibiu a mãe e as filhas de irem a casa dos doentes para tratá-los.
A mãe escutou, em silêncio, tudo o que o pai disse e depois respondeu: 

- Olha, tu tens razão. É mesmo assim como tu dizes. Mas, olha lá, podemos nós deixar morrer aquela gente, sem ter(rem) que lhe(s) chegue um copo de água? O melhor seria que viesses tu comigo e vias como as pessoas estão e se nós podemos deixá-los assim abandonados. E, apontando para uma grande panela que tinha pendurada na corrente da chaminé, sobre o braseiro da lareira, disse:

- Vês esta panela? Está cheia de galinhas. Algumas nem são nossas; trouxe-as de casa dos doentes, que as nossas não chegavam para tudo. Está a ferver, para fazer os caldos, e já tenho aí as panelinhas que trouxe das suas casas, para lhos levar. Se tu quisesses vir comigo, ajudavas-me a levar as cestas com as panelas dos caldos e, ao mesmo tempo, vias e resolvíamos como se há-de fazer.

O pai aceitou. Encheram as panelas de caldo e lá foram os dois, cada um com duas cestas, uma em cada mão. Daí a pouco, volta o pai com um bebé num bercinho e disse à minha irmã Glória e para mim:

- Tomai conta deste menino. Os pais estão os dois de cama, com febre, e não podem olhar por ele.
Voltou a sair e, daí a pouco, regressou com mais duas crianças que já andavam, mas ainda não podiam valer-se, e disse:

- Tomai conta de mais estas duas, que não fazem senão chorar, à volta da cama dos pais, e eles estão com febre e não podem atendê-las.

E assim trouxe mais. Não me lembro quantas. No dia seguinte, vieram dizer que também em casa da tia Olímpia, estavam todos de cama com febre. Os meus pais lá foram também tratá-los. Aí, na ocasião, melhoraram todos, mas quatro ficaram sempre com algumas décimas de febre que os foram minando e, um após outro, em poucos anos, morreram quatro: o Francisco, a Jacinta, a Florinda e a Teresa.

Nesses dias, os meus pais não faziam outra coisa mais que andar de casa em casa, a tratar dos doentes. O pai com o meu irmão Manuel tratavam dos animais que estavam nos currais a gritar com fome, e tiravam o leite para se dar aos doentes e às crianças. (...) Foi tão grande a necessidade, que meus pais não hesitaram em deixar-me ir ficar, algumas noites, em casa de uma viúva que vivia só com um filho que estava tuberculoso no último grau, para que ela pudesse descansar, sabendo que tinha ali uma criança de 11 anos, que chegasse ao filho um copo de água ou uma tigelinha de caldo, ou a chamasse, se ela precisasse de outa coisa. (...) Também advertiram o meu pai de que era temerário deixar-me ir a essa casa porque podia contagiar-me. O pai respondeu:

- Não há de Deus pagar-me com o mal o bem que eu faço por Ele!

E assim aconteceu! A confiança de meu pai não foi confundida, que tenho quase 82 anos e ainda não senti o mínimo vestígio dessa doença! (Memórias da Irmã Lúcia V, nº 3, pp.19-21)

O que vemos neste magnifico trecho? É muito simples: a Cristandade, isto é, a civilização cristã em acção exprimindo as suas virtudes: a caridade, amar o outro como a si mesmo, a heroicidade, a capacidade de sacrifício, a consciência de que estamos vivos e podemos morrer e de que morrer a fazer o bem é melhor do que viver covardemente encerrado em casa; e ainda, a confiança em Deus.

Um século volvido, temos a polícia a percorrer as estradas e altifalantes avisando: «Fique em casa»; e estamos proibidos «para nosso bem», naturalmente, de sair de casa, de ir trabalhar, de ir ajudar um vizinho, de ir ao hospital ver o nosso pai ou a nossa mãe pela ultima vez, ou de o ir buscar ao lar, ou de ir a um funeral, etc., etc., etc...

Colocadas lado-a-lado, parecem duas civilizações diferentes. E são.

O que aconteceu, pois entre as duas civilizações? Como chegamos a este ponto de extremo egoísmo e covardia? A resposta é simples: a Cristandade decaiu na Europa. Agora somos uma civilização sem esqueleto, sem dimensão vertical; em duas palavras: sem Deus.

Somos uma civilização que trocou as virtudes objectivas e universais, como as que enunciamos acima por 'valores' subjectivos e individuais. E esta decadência civilizacional é incomparavelmente mais grave do que qualquer pandemia. Melhor dito: esta decadência civilizacional é muitíssimo mais contagiosa do que qualquer variante de covid.

(Texto de Pedro Sinde...In Sol)



 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Anna Catarina Emmerich


Beata Anna Catarina Emmerich (em alemão: Anna Katharina Emmerich, Coesfelt, 8 de Setembro de 1774 - Dülmen, 9 de Fevereiro de 1824) foi uma freira agostiniana, mística, beatificada por São João Paulo II no dia 3 de Outubro de 2004.

Nasceu em Flamschen, numa comunidade agrícola em Coesfeld, na Diocese de Münster, Vestfália, Alemanha, e morreu aos 49 anos em Dülmen, onde era freira.
Emmerich é notável pelas suas visões detalhadas sobre a vida e a paixão de Jesus Cristo, cuja história lhe foi revelada pela Santíssima Virgem Maria sob êxtases.

Os seus pais foram os pobres camponeses Bernard Emmerich e Anne Hiller. No dia 13 de Novembro de 1802, aos 28 anos, Anna Catarina Emmerich entrou para o Convento de Agnentenberg, em Dülmen.

Durante a sua infância, havia relatos de que ela tinha visões constantes de Jesus, Maria e de Santos, aos quais entregava flores no dia de comemoração de cada um deles. Afirma-se, também, que tinha a capacidade de identificar lugares sagrados e pagãos, assim como identificar ervas medicinais que ninguém conhecia antes ou apontar quando algum objecto era sagrado ou ofendia a Deus.

Existem relatos de que as suas visões eram tão comuns, ainda criança, que ela achava que todas as crianças tinham as mesmas visões que ela tinha, mas que não contavam a ninguém e, então, ela decidiu também parar de contar, porque não queria que pensassem que se estava a vangloriar.

Durante toda a sua vida, Anna Catarina Emmerich ajudava os pobres e os doentes com tudo o que possuía, dividindo o pouco que conseguia na sua pobreza, e às vezes não lhe sobrava nem o seu próprio sustento, necessitando ela mesma da ajuda da família e de amigos. No entanto, não deixava de dividir tudo o que ganhava com quem precisava. E quando não encontrava pessoas necessitadas, pedia a Deus que as revelasse.

Emmerich também tinha visões de almas no Purgatório que lhe pediam para que ela rezasse por elas.
Aos 24 anos, em 1798, Ana teve uma visão na Igreja dos Jesuítas, em Coesfeld, na qual viu Jesus Cristo com duas coroas uma em cada mão. Numa mão tinha uma coroa de espinhos e na outra uma coroa de rosas e pediu-lhe que escolhesse uma delas. Anna Catarina Emmerich escolheu a coroa de espinhos e a partir daquele momento passou a receber os estigmas da coroa de espinhos e as restantes chagas de Jesus.

Para que as pessoas não vissem as suas chagas passou a usar lenços para esconder.

A Beata Ana Catarina Emmerich teve, também muitas visões sobre as futuras crises da Igreja Católica protagonizadas pela maçonaria. Nessas visões descreve homens de avental a destruir a Igreja com uma colher de pedreiro percebendo-se facilmente que se trata de maçónicos infiltrados na Igreja Católica.
Durante o Verão de 1823, a sua saúde foi ficando cada vez mais fraca e morreu no dia 9 de Fevereiro de 1824 em Dülmen sendo enterrada no cemitério nos arredores da cidade. 
O seu túmulo foi reaberto mais tarde, duas vezes, devido a boatos que diziam que o corpo de Emmerich havia sido roubado. Ao desenterrar encontraram sempre, para o espanto de todos, o seu corpo completamente intacto.
Em 1975, decidiram transladar a urna para a Igreja da Santa Cruz de Dülmen.

Durante os anos em que esteve acamada, recebeu a visita de várias pessoas conhecidas que foram inspiradas a visitá-la. O poeta Clemens Brentano entrevistou-a durante muito tempo e escreveu dois livros com base nas anotações das suas visões. A autenticidade dos escritos de Brentano foi questionada e os críticos caracterizavam os livros como "elaborações conscientes de um poeta" e "fraude bem-intencionada" de Brentano.

Emmerich foi beatificada no dia 3 de Outubro de 2004 pelo Papa João Paulo II. No entanto, o Vaticano concentrou-se na sua própria piedade e não nos escritos religiosos associados a Clemens Brentano.

Os livros, onde se podem ler os relatos da vida da Beata Anna Catarina Emmerich de 1819 até à sua morte, em 1824, foram publicados por Clemens Bretano e são 40 volumes, onde se podem ler com detalhe todas as visões e meditações da própria Anna Catarina Emmerich. Em 1833, Bretano publicou a primeira edição de "A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com as Meditações de Anna Catarina Emmerich". Depois, Bretano preparou o segundo livro "A Vida da Santíssima Virgem Maria a partir das visões de Anna Catarina Emmerich" que foi publicado postumamente, em 1852, em Munique, pois Bretano faleceu em 1842. 

Um sacerdote católico, o padre Karl Schmoger, editou os restantes manuscritos de Bretano e publicou três volumes de "A Vida de Nosso Senhor" entre 1858 e 1880. Nos anos seguintes, publicou uma versão ilustrada do último livro e uma biografia de Ana Catarina Emmerich.

Os teólogos deram conta que, durante toda a sua vida, Anna Catarina Emmerich terá recebido mais visões do que qualquer outro santo. O livro "A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo" consiste na descrição da visão da beata que de forma detalhada descreveu os acontecimentos que se encontram nos Evangelhos correspondentes à Paixão de Cristo e as meditações de Emmerich sobre os mesmos. 

O que tornam estas visões mais impressionantes é a riqueza de detalhes no que diz respeito aos sofrimentos, os ferimentos, as humilhações, as torturas, o açoitamento e a crucificação a que Jesus foi submetido, segundos os Evangelhos do Novo Testamento.

Foi, também, através das visões da Beata Anna Catarina Emmerich que encontraram a casa onde Nossa Senhora e São João Evangelista viveram em Éfeso, na Turquia, depois da morte e ressurreição de Jesus.

O filme 'A Paixão de Cristo', de Mel Gibson foi inspirado nas visões da beata Anna Catarina Emmerich somadas a uma investigação profunda aos Evangelhos nos idiomas originais, ao Santo Sudário e outros.
  

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Uma viagem recheada de ternura!

(Foto de Cristina Lima)

Viajar pelo mundo dos livros já muitos fazem, mas viajar pelo mundo dos livros católicos infantis é uma aventura a que nem todos se atrevem.

A autora Carla Barbosa Rocha e a ilustradora Marta Tex embarcaram nesta aventura de contar às crianças os dias passados em Lisboa pela pastorinha de Fátima: Santa Jacinta Marto.

Uma história real, difícil de contar, mas descrita de forma tão meiga e com ilustrações tão queridas a acompanhar que até dá a ideia de ter sido tarefa fácil. Não foi! 

Desvendo já algo muito especial: sabiam que a Nossa Senhora sentava-se numa cadeirinha lá no hospital sempre que visitava a Jacinta? 

Descubram esta e outras coisas neste livro maravilhoso. 

Não percam a oportunidade de oferecer este livro aos vossos filhos, aos vossos netos e de o comprar para vocês mesmo! Descubram o principio da história de amor entre a Santa Jacinta Marto e Nosso Senhor! 

Sim, esta pequenina pastorinha de Fátima sofreu muito pela conversão dos pecadores e o amor dela por Nosso Senhor estava em cada um dos detalhes descritos neste livro.

Não percam a oportunidade de comprar este livro que já se encontra à venda em todas as lojas!


 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Sim, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro!


(Arte de Raúl Berzosa)

Apesar da visão da Beata Anna Catharina Emmerich confirmar tudo de forma muito clara, há formas mais simples de perceber que é verdade que Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, a partir do que está na Sagrada Escritura.

Fica a aqui a explicação completa feita pelo Dr. Taylor Marshall:

"Hoje em dia, normalmente, assume-se que Nosso Senhor Jesus Cristo não nasceu a 25 de Dezembro. Vou argumentar que esta assumpção é factualmente incorrecta, e que Cristo nasceu no final de Dezembro. Primeiro, permita-me contra-argumentar umas três objecções comuns à datação do nascimento de Cristo a 25 de Dezembro.

Objecção 1: 25 de Dezembro foi escolhido para substituir a festa romana pagã da Saturnália. A Saturnália era um festival popular de Inverno e portanto a Igreja Católica prudentemente colocou o Natal nesta data.

Resposta à objecção 1: A Saturnália celebra o solstício de Inverno. No entanto, o solstício de Inverno acontece no dia 21 ou 22 de Dezembro! É verdade que as celebrações da Saturnália começavam tão cedo como 17 de Dezembro e se estendiam até 23 de Dezembro. No entanto, as datas não correspondem.

Objecção 2: 25 de Dezembro foi escolhido para substituir o feriado pagão romano Natalis Solis Invicti ("Nascimento do Sol Invencível")

Resposta à Objecção 2: Comecemos com o culto do Sol Invencível. O Imperador Aurélio introduziu o culto do Sol Invictus ("Sol Invencível) em Roma a 274 A.D.. Aurélio provocou tensões políticas com este culto, porque o seu próprio nome "Aurélio" deriva da palavra latina 'aurora' que quer dizer 'nascer do sol'. As moedas revelam que o Imperador Aurélio se chamava a si mesmo Pontifex Solis ou "Pontífice do Sol". Assim, Aurélio simplesmente ajustou um culto solar genérico e identificou-o com o seu nome até ao fim do terceiro século.

Mais importante ainda, não existe nenhum registo histórico de uma celebração Sol Invictus a 25 de Dezembro antes de 354 A.D. Mesmo em 354 A.D, a data é designada simplesmente por "Invictus" sem falar num aniversário. A data só se tornou explicitamente o "nascimento do Sol Invencível" sob o Imperador Juliano, o Apóstata, que tinha sido Cristão mas que tinha apostado e regressado ao paganismo romano. A história revela que foi um Imperador Cristão (que odiava Cristo) que erigiu uma festa pagã a 25 de Dezembro. Pensem nisto por um bocado.

Porque é que isto interessa? Significa que o 'Sol Invencível' não era uma divindade muito popular no Império Romano. Isto significa que as plebes romanas não precisavam de ser desligadas de um feriado dito "tão antigo". Mais ainda, a tradição de uma celebração a 25 de Dezembro só encontrou lugar no calendário romano depois da cristianização de Roma. O feriado do "nascimento do Sol Incrível" era dificilmente tradicional e divertida. Parece, antes, que Juliano, o Apóstata, tentou introduzir um feriado pagão com o objectivo de substituir o feriado Cristão!

Objecção 3: Cristo não podia ter nascido em Dezembro visto que São Lucas descreve pastores a pastorear nos campos perto de Belém. Os pastores não saem durante o Inverno. Logo Cristo não nasceu no Inverno.

Resposta à Objecção: Esta objecção é a pior de todas. Lembrem-se que a Palestina não é Inglaterra, a Rússia ou o Alasca. Belém tem a latitude de 31,7. Eu moro em Dallas, no Texas, tem uma latitude de 32,8 e ainda é confortável andar na rua em Dezembro. Como o grande Cornelius, a Lapide nota, durante o seu tempo de vida uma pessoa podia ver pastores e ovelhas nos campos de Itália durante os últimos dias de Dezembro...e a Itália é geograficamente a Norte de Belém.

Agora vamos estabelecer o Aniversário de Cristo a partir da Sagrada Escritura em dois passos: 

Passo 1: Determinar o Aniversário de São João Baptista
Podemos descobrir que Cristo nasceu no final do mês de Dezembro reparando em primeiro lugar na altura do ano em que São Lucas descreve São Zacarias no Templo. Isto dá-nos uma data aproximada da concepção de São João Baptista. A partir daqui podemos seguir a cronologia que São Lucas dá e calha precisamente no final do mês de Dezembro.

São Lucas diz que Zacarias serviu no "curso de Abias" (Lc 1,5) que na Escritura recorda como o oitavo curso entre os 24 cursos sacerdotais (ver Nh 12, 17). Cada curso servia uma semana no templo, duas vezes por ano. O curso de Abias servia durante a oitava e a trigésima segunda semana do ciclo anual.* No entanto, quando é que o ciclo começava?

Consultando a pesquisa académica de Friedlieb (Leben J. Christi des Erlösers, Münster, 1887, p. 312) descobrimos que o primeiro curso sacerdotal de Jojarib estava ao serviço durante a destruição de Jerusalém, no 9º dia do mês judeu de Av. Isto significa, sem dúvida nenhuma, que o curso sacerdotal de Abias (curso de São Zacarias) estava a servir durante a segunda semana do mês judeu de Tishri - a mesma semana do Dia da Expiação no 10º dia de Tishri. No nosso calendário, o Dia da Expiação no 10º Tishri calha entre o dia 22 de Setembro e o dia 8 de Outubro.

Zacarias e Isabel conceberam João Baptista logo após Zacarias ter servido o curso. Isto significa que São João Baptista teria sido concebido algures no final do mês de Setembro, colocando o nascimento de João no final de Junho, confirmando a celebração da Igreja Católica da Natividade de São João Baptista a 24 de Junho.

O ProtoEvangelho de Tiago do segundo século também confirma a concepção de São João Baptista no final de Setembro, visto que o texto mostra São Zacarias como sumo sacerdote e a entrar no Santo dos Santos - não era meramente um lugar santo com um altar de incenso. Este é, um erro factual porque Zacarias não era sumo sacerdote, mas um dos sacerdotes chefes.** Mesmo assim, o ProtoEvangelium mostra Zacarias como sumo sacerdote e isto associa-o ao Dia da Expiação, que acontece no décimo dia do mês hebreu de Tishri ( no final do nosso mês de Setembro). Imediatamente depois dessa entrada no Templo e da mensagem do Anjo Gabriel, Zacarias e Isabel concebem João Baptista, o que coloca o nascimento de João Baptista no fim de Junho - mais uma vez correspondendo à data católica da Natividade de São João Baptista a 24 de Junho.

Passo 2: Determinar o Aniversário de Cristo
O resto das datas é muito simples. Lemos que depois da Virgem Maria Imaculada ter concebido Cristo, foi visitar a sua prima Isabel que estava grávida de seis meses. Isto significa que São João Baptista era seis meses mais velho que Nosso Senhor Jesus Cristo (Lc 1, 24-27, 36).
Acrescentem seis meses a 24 de Junho e isso determina 24/25 de Dezembro como Aniversário de Cristo. Subtraiam nove meses a 25 de Dezembro e surge a data a anunciação do anjo a 25 de Março. Todas as datas estão perfeitamente de acordo.

Portanto, se São João Baptista foi concebido pouco depois do dia da Expiação judaico, então as datas católicas tradicionais estão essencialmente correctas. O nascimento de Cristo devia de ser perto de ou a 25 de Dezembro." 

Dr. Taylor Marshall
💙
Acrescento que apesar de São Lucas se referir a dois cursos anuais de Abias tanto o Protoevangelium como as visões da Beata Anna Catharina Emmerich confirmam que Zacarias fez o curso em Setembro, que São João Baptista nasceu no dia 24 de Junho e que Jesus nasceu no final do mês de Dezembro, a 25 de Dezembro. 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

"Não podemos avançar. Mais adiante, na direcção da Bretanha, há uma Senhora invisivel a impedir-nos o caminho." :)

(Nossa Senhora de Pontmain - Foto de Louise Russell)



Em 1871, França via-se devastada por causa da Guerra Franco-Prussiana.
Três quartos do país estavam sob o calcanhar da ocupação da antiga Prússia.
Na noite estrelada de 17 de Janeiro, na pequena aldeia de Pontmain, na Bretanha, Cesar Barbadette e os seus dois filhos, Joseph e Eugéne, de 10 e 12 anos, estavam a terminar os seus afazeres no celeiro. Eugéne olhou pela janela e viu uma área sem estrelas sobre a casa do vizinho. De repente, ele viu a Nossa Senhora a sorrir para ele. Joseph também viu a Nossa Senhora; mais tarde, já como sacerdote, ele mesmo relatou o que tinha visto: 

"Ela era jovem e alta, vestida com um manto azul profundo...o Seu vestido era coberto de estrelas douradas brilhantes. As mangas eram largas e longas. A Nossa Senhora tinha sandálias nos pés do mesmo azul do vestido, ornamentadas com arcos de ouro. Na cabeça tinha um véu preto que lhe cobria metade da testa, e que lhe escondia o cabelo e as orelhas e lhe caía sobre os ombros. Na cabeça e sobre o véu, Nossa Senhora tinha uma coroa semelhante a um diadema, maior na frente e alargando-se para os lados. Uma linha vermelha circundava a coroa ao meio. As mãos da Nossa Senhora eram pequenas e estendiam-se na nossa direcção, como na medalha milagrosa. 
O Seu rosto tinha a mais suave delicadeza e um sorriso de uma doçura inefável. Os olhos, de ternura indizível, estavam fixos em nós. Como uma verdadeira mãe, Ela parecia mais feliz em olhar para nós do que nós em comtemplá-la." 

Embora os seus pais vissem apenas três estrelas num triângulo, as religiosas da escola paroquial e o pároco foram chamados. Duas meninas, Françoise Richer e Jeanne-Marie Lebosse, de 9 e 11 anos também tinham visto a Senhora.
Os aldeões eram cerca de sessenta entre adultos e crianças, começaram a rezar o rosário. Emquanto oravam, os videntes relatavam que a visão tinha sofrido uma mudança. Em primeiro lugar, as estrelas da sua veste tinham-se multiplicado até que o vestido azul ficasse quase completamente coberto de ouro. Em cada oração seguinte, apareciam letras para esclarecer as mensagens numa faixa defraldada por baixo dos Seus pés: 

"Por favor, orem, meus filhos.", "Deus em breve ouvirá as vossas orações." e "O Meu Filho espera por vocês."~

Quando a multidão começou a cantar o cântico "Mãe da Esperança", um dos hinos regionais mais populares, Nossa Senhora sorriu e acompanhou. Durante o cântico "Meu Doce Jesus", uma cruz vermelha com o corpo de Jesus apareceu no colo de Maria, cujo sorriso desapareceu e deu lugar ao pesar. Quando os moradores cantaram "Ave Maris Stella", o crucifixo desapareceu e o sorriso da Senhora voltou e um véu branco surgiu e substituiu o véu preto que trazia inicialmente. A aparição terminou eram 21h e durou mais de 3 horas.
Naquela noite, as tropas prussianas próximas de Laval tinham parado às 17h30 da tarde, à mesma hora em que a aparição surgiu pela primeira vez em Pontmain, a poucos quilómetros de distância. O general Von Schmidt, prestes a avançar em direcção a Pontmain, tinha recebido ordens do comandante para não tomar a cidade.
Há registo de que Schmidt disse na manhã do dia 18: "Não podemos avançar. Mais adiante, na direcção da Bretanha, há uma Senhora invisivel a impedir-nos o caminho."
A pequena vila de Pontmain é uma prova de que as orações fervorosas, ainda que elevadas pela menor das paróquias, são capazes de mudar a história.
Um ano mais tarde, na Festa da Purificação, no dia 2 de Fevereiro, a aparição de Pontmain foi aprovada como autêntica e confirmada pelo Papa Pio XI com uma Missa.
Em 1932, o Papa Pio XII concedeu que a Mãe da Esperança, título dado à aparição, fosse solenemente homenageada com uma coroa de ouro. Hoje, os peregrinos visitam a Basílica de Pontmain como sinal de esperança no meio da guerra.