quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Igreja de São Bento, Bragança, Portugal

(Tecto do Altar-Mor da Igreja de São Bento, em Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

Fundada por uma dama nobre em 1590 numa das suas casas e entregue às irmãs beneditinas, este convento/igreja tem um belo tecto de madeira pintada em tons de azul onde se pode ver ao centro a Santíssima Trindade e em torno desta  cenas da vida do santo padroeiro, São Bento.
Obra singular e de grande beleza é, também, o tecto do altar-mor, em arte mudejar. 
Todo o altar é coberto de um belissimo trabalho de talha dourada, assim, como os altares laterais.
Uma igreja única e de visita obrigatória na cidade de Bragança!

(Tecto da Igreja de São Bento, Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

(Igreja de São Bento, Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Igreja de Santa Maria, Bragança, Portugal.

(Igreja de Santa Maria, Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

Rodeada pelas muralhas do castelo, a Igreja de Santa Maria, em Bragança, é considerada a mais antiga da cidade.
Conhecida também como Igreja de Nossa Senhora do Sardão, esta igreja para além de apresentar traços românicos, tendo em conta a sua origem, apresenta registos de arte barroca, que foram aplicados no séc. XVI nas alterações que se realizaram no edificio. 
O altar, adornado de um belo trabalho de talha dourada, exibe uma escultura invulgar. Muitos julgam ser de Santa Maria Madalena mas, na verdade, trata-se de uma imagem de Santa Maria do Egipto.
Mas o que torna esta ermida especial é o magnifico tecto de madeira pintado à mão em tons de castanho, bordeaux e dourado. Um trabalho maravilhoso, onde entre os mais diversos detalhes, se encontra representada a Assunção da Virgem.
A Igreja de Santa Maria é um exemplar de grande beleza do património de Bragança e que se encontra bem situada, no coração da cidade, junto ao castelo.
E, claro, aguarda pela vossa visita! :)

(Igreja de Santa Maria, Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

(Igreja de Santa Maria, Bragança, Portugal - Foto de Cristina Lima)

domingo, 29 de outubro de 2017

Reflectir sobre Turismo e Sustentabilidade em Bragança

(Praça da Sé de Bragança - Foto de Cristina Lima)

As III Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo decorreram em Bragança, nos dias 27 e 28 de Outubro de 2017, no Auditório Paulo Quintela, e abordaram o tema do Turismo e Sustentabilidade, tema escolhido para este ano pela Organização Mundial do Turismo.
Divididos por painéis foram trabalhados nestas Jornadas as vertentes económica, social e ambiental do Turismo.
A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, relativamente à parte económica salientou que 49% das exportações realizadas em Portugal reportam ao Turismo e que esta actividade é cada vez menos sazonal, pois está a haver um aumento na procura de Portugal como destino turístico fora da época alta.
Para além disso, mencionou, em relação ao Turismo Religioso que se encontram a desenvolver uma plataforma e uma aplicação para os Caminhos de Fátima, articulados com os Caminhos de Santiago e que estão a criar um canal ligado aos Caminhos de Fé, pois a importância e a procura de Portugal por motivos religiosos tem vindo a aumentar significativamente.
No painel económico destacou-se o turismo como factor de desenvolvimento regional e em formas de tornar o turismo mais sustentável.
Tendo Portugal uma multiplicidade de ofertas é necessário criar mecanismos para desenvolver e tornar sustentável essa mesma oferta.
No painel referente à sociedade analisou-se o turismo numa prespectiva de atrair pessoas ao interior do país, pois também, o interior tem a sua beleza e muitas das vezes, nem mesmo os portugueses o conhecem.
Do outro lado da fronteira, o Pe. Francisco Javier Campos deu o seu exemplo de como está a ser trabalhada a candidatura da Semana Santa de Zamora, em Espanha, a Património Imaterial da Humanidade.
As questões ambientais foram trabalhadas no terceiro painel. Aqui analisou-se o documento do Papa Francisco 'Laudato Si', como forma de ver a perspectiva do Papa sobre as questões ambientais e foram, também, analisadas a conservação da natureza e o turismo como elementos que podem ser facilmente conjugados.
Tudo boas razões para olhar para o Turismo como um sector onde ainda há muito para fazer, pensando nas pessoas, na natureza e em diversos factores que estão intrinsecamente ligados ao Turismo e que têm que ser aprofundados para que o acolhimento a quem nos visita seja o melhor possível e para que o respeito por tudo o que nos rodeia seja uma constante.
O segundo dia, teve início com a celebração da Eucaristia na Basílica do Outeiro, seguida de visita guiada à Basílica e ao património religioso de Bragança.
Tudo boas razões para visitar a cidade de Bragança e o seu belo património religioso.
Mais uma vez, as III Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo, tal como já tinha acontecido nas I Jornadas em Fátima e nas II Jornadas no Bom Jesus do Monte, em Braga, onde tive, sempre a sorte de poder estar presente, tiveram uma organização impecável. E, por isso, é com muita alegria que vos convido a participar nestes eventos da Pastoral do Turismo onde a Fé e o Turismo se encontram de mãos dadas.
E, com um toque pessoal, deixo-vos uma nota:
Participem nas Jornadas Nacionais da Pastoral do Turismo!
Eu já estou ansiosa pelas IV Jornadas! ;) 

(Tecto do Auditório Paulo Quintela, Bragança - Foto de Cristina Lima)

(Basílica do Outeiro, junto a Bragança - Foto de Cristina Lima)

(Igreja de Santa Maria do Castelo, Bragança - Foto de Cristina Lima)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sé Catedral de Santa Maria de Braga

(Sé Catedral de Santa Maria de Braga - Foto de Cristina Lima)

Com registos desde o ano 400, esta Sé Catedral sofreu alterações ao longo do tempo, tendo estilos arquitectónicos que vão desde o românico ao neo-clássico.
As peças arqueológicas da igreja primitiva paleo-cristã encontra-se debaixo da capela-mor.
Esta catedral é adornada de duas torres sineiras, uma galilé e um gradeamento de ferro trabalhado no seu exterior.
No seu interior é de destacar o coro alto, com o orgão de tubos adornado de anjos dourados, os vitrais, o relógio e um belíssimo tecto.
A intervenção de D. Rodrigo de Moura Teles é visível em alguns espaços da Sé, mas é mais evidente no Tesouro-Museu da Sé, criado em 1930, e onde estão expostas peças de grande valor patrimonial e que contam a história da Cidade dos Arcebispos.
A Capela do Santissímo com um maravilhoso altar em talha dourada barroca do periodo neo-clássico deixa qualquer visitante deslumbrado.
O Arcebispo que mais marcou a cidade de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles, encontra-se sepultado na Capela de São Geraldo, dentro da Sé.
Esta capela é decorada com bela talha dourada e azulejo.
Na Capela dos Reis, também, dentro da Sé, encontramos a sepultura de D. Afonso Henriques, Henrique de Borgonha, D. Teresa de Leão e D. Lourenço Vicente.
Para além destas capelas, existem, também, as capelas de Nossa Senhora da Glória e de Nossa Senhora da Piedade.
Esta Sé Catedral sendo a mais antiga de Portugal é de visita obrigatória para quem passa pela cidade de Braga! Uma visita a não perder! :)

(Coro alto da Sé de Braga - Foto de Joana Lima)

(Sé de Braga - Capela de São Geraldo - Foto de Joana Lima)

sábado, 7 de outubro de 2017

Capela de São Pedro e São Paulo, Espinho, Portugal

(Capela de São Pedro e São Paulo, Espinho - Foto de Cristina Lima)

Datada de 1942, esta pequena capela é uma bela e simples manifestação de fé dos pescadores de Espinho e Matosinhos, que reuniram esforços para a tornar realidade.
É dedicada a São Pedro e São Paulo.
No seu interior podem ver-se imagens dos santos padroeiros da capela, de Nossa Senhora de Fátima e dos três pastorinhos, Santa Lúzia, Nossa Senhora das Dores e São Domingos, assim, como Jesus Crucificado.
Apesar de pequena, esta capela é adornada com belos azulejos, tanto no seu interior como no exterior.
De cada um dos lados da porta podem ver-se paineis de azulejo de São Pedro e Nossa Senhora D'Ajuda.
Anualmente, no dia 29 de Junho sai a procissão em honra dos padroeiros da capela.

Uma pequena e bela capela de visita obrigatória na cidade de Espinho! 

(Capela de São Pedro e São Paulo, Espinho - Foto de Cristina Lima)

(Capela de São Pedro e São Paulo, Espinho - Foto de Cristina Lima)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Turismo: Partilhar e multiplicar sorrisos :)

(Santuário de Nossa Senhora de Lourdes - Foto de www.sanctuairedelourdes.org)

O turismo tem sido uma fonte de receita para muitos países, entre eles Portugal. Mas qual será o motivo para o aparecimento desta nova forma de "fobia", a "turismofobia"?
A perda de identidade de algumas cidades em função do turismo, assim como, o facto de expropriarem moradores para a contrução de hotéis parecem ser alguns dos motivos. 
Mas serão os únicos?
Ao contrário das restantes profissões, parece que as profissões directamente ligadas ao turismo não têm uma "utilidade moral" reconhecida.
No caso da medicina, por exemplo, sabemos que tem como principio moral salvar vidas, curando pessoas de doenças, etc.
No caso da advocacia, tem o principio moral de defender pessoas, fazendo justiça.
E o turismo?
Que beneficios traz para as populações, sem ser emprego e dinheiro?
O turismo tem coisas boas para além das duas mencionadas acima: esta actividade pode transformar uma cidade "fantasma" numa cidade com vida.
A simples visita de um grupo de turistas/peregrinos a um santuário e a forma como estes reagem à beleza que os envolve pode modificar tudo o que os rodeia, pois a beleza oferece sorrisos, esses sorrisos partilham-se e multiplicam-se.
Os portugueses são conhecidos por serem um povo acolhedor e que conhece a "arte" de bem receber.
Com um sorriso que brota do coração e com um país de portas abertas, os portugueses vão colocando em prática esta bela "arte", atraindo cada vez mais turistas.
Um acolhimento bem feito convida-nos a ser melhores cristãos e a olharmos para quem nos visita com o "Olhar de Deus" fazendo com que estes sintam vontade de regressar.


"Cumprimentemo-nos uns aos outros com um sorriso, porque um sorriso é o principio do amor" -  Santa Teresa de Calcutá

(Santuário de Nossa Senhora de Lourdes - Foto de www.sanctuairedelourdes.org)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Fé, Turismo e Sustentabilidade

(Santuário de Nossa Senhora da Penha, Guimarães, Portugal - Foto de Joana Lima)

Usufruir do património natural e arquitectónico enquanto turista ou peregrino, não é apenas um momento de lazer e de aquisição de conhecimento mas, deve ser, também, um tempo de tomada de consciência, tanto de preservação do património como da natureza que o envolve.
Com o aumento do número de turistas por todo o país existe uma maior dificuldade em controlar ou diminuir a poluição, mas é possível alertar o turista para os cuidados a ter com o património e com o que o envolve durante as visitas. É necessário que essas regras de respeito pelo que os envolve façam parte do "jogo". Como por exemplo, quando um grupo de turistas, acompanhado por um guia, faz um piquenique, o guia deve certificar-se que nenhum lixo é deixado no local onde realizaram o piquenique.
Cuidar dos espaços visitados, é respeitar todas as pessoas que por ali passam.
A sustentabilidade passa, também, por manter a atractividade turística das regiões, não sendo apenas uma questão de "moda", para que gerando emprego aumentem os benefícios deste para as populações.
A fé exige de nós um cuidado especial para com a Criação, assim como, também, com os locais sagrados. Os santuários, que apesar de terem sido edificados pelo homem são a casa de Deus e é importante que quem os visita tenha um olhar cuidador, para além da oração e da contemplação.
Em Portugal, são vários os santuários rodeados por maravilhosos espaços verdes e a atenção para com estes deve ser garantida.
Santuários como o de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, o de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, o do Sagrado Coração de Jesus, em Viana do Castelo ou o Bom Jesus do Monte, em Braga, são alguns dos exemplos de santuários onde a natureza faz parte do conjunto arquitectónico.

Um exemplo único de Fé, Turismo e Sustentabilidade é o Ascensor do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga: Sustentabilidade do passado, uma ideia de futuro...

(Ascensor do Santuário do Bom Jesus do Monte, Braga, Portugal - Foto de Cristina Lima)

Inaugurado a 25 de Março de 1882, este ascensor surgiu com o objectivo de facilitar a subida à Igreja do Bom Jesus, agora, Basílica do Bom Jesus.
Escolhendo, um sistema de contrapeso de água, o engenheiro Niklaus Riggenbach projectou este meio de transporte totalmente ecológico e que desafia a criatividade respeitando a natureza e o meio ambiente.
Este sistema funciona de forma simples e exemplar desde o dia em que foi inaugurado e oferece a quem visita o Bom Jesus uma experiência única.

(Minuto Verde - Video RTP)

Um património edificado e natural preservado é uma das maiores e mais belas riquezas que podemos deixar às gerações futuras.